Gostaria de estar dando a resposta à minuta do termo de compromisso ambiental, apresentada na semana passada, que o IGAM/SUPRAM enviou a ACA, mas infelizmente até a presente data não consegui receber da diretoria da ACA as correções e sugestões revisadas. Portanto falemos de outro assunto tanto quanto assaz.
Queremos a “sustentabilidade”, mas qual delas?
A palavra “sustentabilidade” está em voga hoje em dia, é usada para definir qualquer coisa. Falamos em sustentabilidade ambiental, sustentabilidade econômica, sustentabilidade ecológica, negócios sustentáveis, crescimento sustentável, marketing sustentável, desenvolvimento sustentável e por assim afora. Mas o que não é sabido e refletido é que poucos sabem sobre o verdadeiro significado da palavra “sustentabilidade”.
Por desenvolvimento sustentável entende-se como um conjunto de processos e atitudes que atendem às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de que as gerações futuras satisfaçam as suas próprias necessidades. O atual modelo de crescimento econômico gerou enormes desequilíbrios, por um lado, nunca houve tanta riqueza e fartura no mundo, por outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a poluição aumentam dia-a-dia.
Diante desta constatação, surge a idéia do Desenvolvimento Sustentável, buscando conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental e ainda com o fim da pobreza no mundo. Aparentemente parece muito fácil, mas na prática nem sempre é o que ocorre.
Já ouviram dizer que para tudo na vida tem-se um preço? Então, nesse caso não é diferente, pois a forma devastadora que o progresso vem se desenvolvendo tem acabado com o meio ambiente ou, em outras palavras, destruído o planeta Terra e a Natureza.
É possível haver desenvolvimento harmônico, mesmo com as limitações ecológicas do planeta, sem destruir o meio ambiente, para que assim as gerações futuras tenham a chance de existirem e viverem bem, com melhor qualidade de vida e em condições de sobrevivência.
Seria mesmo possível conciliar tanto progresso e tecnologia com um ambiente saudável? Acreditamos haver equilíbrio entre tecnologia e meio ambiente, relevando-se aos diversos grupos sociais de uma nação a equidade e a justiça social.
Pense um pouco sobre qual a diferença entre crescimento e desenvolvimento. Entendemos que o crescimento não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça social, pois ele não leva em consideração nenhum outro aspecto da qualidade de vida, a não ser o acúmulo de riquezas, que se faz nas mãos apenas de alguns poucos indivíduos da população. Já o desenvolvimento preocupa-se com a geração de riquezas sim, porém, com o objetivo de fazê-lo de forma distribuída, melhorando a qualidade de vida da população como um todo, trazendo qualidade ambiental ao planeta.
O termo desenvolvimento sustentável foi imputado ao homem moderno para que este visualizasse e se sensibilizasse quanto ao real perigo que ele mesmo pode representar ao planeta, independente de suas crenças.
Mas para que a sustentabilidade se torne realidade é necessário mudanças de hábitos e costumes, é preciso que cada um de nós promova algumas mudanças – sejam elas em casa, no trabalho, nas ruas, com os nossos automóveis, ou seja, onde quer que estejamos quando em contato com a natureza.
Mas qual é a sustentabilidade que queremos? A dos norte-americanos, que sozinhos, consomem 25% da energia do mundo? À dos chineses que precisam de nove deles para consumir o mesmo que um norte-americano? A que garanta aos pobres o direito de ter três alimentações por dia? Ou a do consumo dos africanos e dos índios primitivos da Amazônia?
Estes são apenas alguns exemplos de quão diferente pode ser a interpretação de “sustentabilidade”. O que é sustentável para nós, pode não ser sustentável para vocês que estão lendo a OCA DA ACA agora.
Em algum momento teremos que parar e refletir, se formos conscientes, encontraremos nosso denominador comum que explicite um consumo sustentável para todos, independente de raça, credo ou partido político. Caso contrário, como diria o político RASCA RODRIGUES - “teremos nações se desenvolvendo como leitões vesgos que para onde olham, sugam apenas duas tetas - a do consumo e a do falso comprometimento sustentável. Se assim for, teremos a busca da sustentabilidade de algumas nações a custas de outras, que de tanto sugarem suas tetas, perecerão”.
Desta forma, objetivamos e entendemos como metas seis aspectos prioritários:
1 - A satisfação das necessidades básicas da população (educação, alimentação, saúde, lazer, etc);
2 - A solidariedade para com as gerações futuras (preservar o ambiente de modo que elas tenham chance de viver);
3 - A participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e fazer cada um a parte que lhe cabe para tal);
4 - A preservação dos recursos naturais (água, oxigênio, etc);
5- A elaboração de um sistema social garantindo emprego, segurança social e respeito a outras culturas (erradicação da miséria, do preconceito e do massacre de populações oprimidas, como por exemplo os índios);
6 - A efetivação dos programas educativos.
Na tentativa de chegar ao Desenvolvimento Sustentável, sabemos que a Educação Ambiental é parte vital e indispensável, pois é a maneira mais direta e funcional de se atingir pelo menos uma de suas metas: a participação da população.
Bibliografia: Marina Ceccato Mendes e Lobo Guará no. 171
Nenhum comentário:
Postar um comentário