terça-feira, 2 de junho de 2009

Você consegue imaginar a sua vida sem água? Use a água com responsabilidade.

Existem questões básicas que diuturnamente nos colocam em situações que poderíamos estar caminhando em direção da preservação desse bem natural tão precioso, e tão pouco valorizado pela população em geral. Se as pessoas soubessem um pouco mais como agir reduzindo esse consumo com responsabilidade, poderiamos estar contribuído para evitar o desperdício e para a conservação da água.

Não é que em casa ao abrimos as torneiras e a água jorra com vontade, que podemos dar as costas ao tortuoso caminho que a mesma leva para aqui ali chegar. Pensem nas dificuldades que devem ser transpostas inicialmente, como sua captação, reservação, purificação e finalmente sua distribuição. A natureza nos dá a água, mas nunca de forma gratuita, um dia a cobrança inevitavelmente há de chegar, e a conta poderá ser bem amarga. Depende única e exclusivamente de nós a conscientização e a tomada de medidas de contenção ao desperdício, para ainda usufruirmos dessa fonte de vida. Sem ela nossa existência será caótica.

Uma campanha da fundação SOS Mata Atlântica lançada recentemente, levou-me a buscar alternativas para economizar no dia-a-dia o consumo da água, pois a dita campanha assevera que fazer xixi durante o banho irá economizar por habitante a quantia de 4.380 litros de água por ano, embora polêmica, apresenta uma substancial redução no desperdício. Mas ...

Vamos lá:

LAVAR ROUPA – Em um tanque com a torneira aberta durante 15 minutos, o consumo chega a 280 litros. Caso se use uma lavadora, deve-se utilizá-la cheia e no máximo 3 vezes por semana. Além do consumo cair para 120 litros/lavagem, ainda se pode aproveitar a água utilizada na lavagem para limpar o quintal ou a área de serviço. Economia de 25.000 litros/ano.

VARRER A CALÇADA COM ÁGUA – Ato considerado o vilão do desperdício. Uma mangueira jorrando água por ½ hora na limpeza da calçada consome 350 litros de água. Se for usada só a vassoura o consumo é zero. Se considerarmos uma vez por semana a economia será de 18.000 litros/ano.

LAVAR COPOS – Para cada copo de água tomado, são necessários 2 copos para lavá-lo. Deixe os copos acumularem e ensaboe todos eles para enxaguar de uma vez só. Se temos que tomar em média 2 litros de água por dia, e cada copo tem 250 ml, serão 8 copos ao dia, economia de 2.880 litros/ano.

TOMAR BANHO – Em um banho de chuveiro, em casa, por 15 minutos, com o registro meio aberto, serão consumidos 135 litros de água. Se for num apartamento o consumo sobe para 243 litros. Tomando banho em 5 minutos o consumo cai para 45 litros em casa e 81 litros no apartamento. Consumo de 32.850 litros/ano em casa e 59.130 litros/ano no apartamento.

REGAR O JARDIM – Regar as plantas com uma mangueira por 10 minutos, o consumo pode chegar a 186 litros. Se utilizar um regador é possível economizar até 96 litros de água. O uso de um esguicho revólver também ajuda. Regando 2 vezes por semana durante 6 meses (de seca) a economia será de 9.250 litros/ano.

PISCINA – Uma piscina de tamanho médio, exposta ao sol e ao vento perde aproximadamente 3.785 litros de água por mês na evaporação. Esse consumo é suficiente para abastecer com água potável (para beber) uma família de 4 pessoas durante um ano e meio. Quando não estiver usando-a, é aconselhável usar uma lona plástica cobrindo-a. Economia de 36.000 litros/ano.

Fazendo as contas para a economia gerada por um morador/ano chegamos a impressionante marca de 123.980 litros de água. Numa cidade como a nossa Araguari a economia total seria de aproximadamente doze milhões de litros (12.000.000 litros/ano correspondem a dois milhões de caminhões pipas cheios), o SAE deverá agradecer penhoradamente, e a mãe natureza mais ainda.

Semana que vem tem mais.

Helio Gomes

Consultor ambientalista da ACA - Associação dos Cafeicultores de Araguari.

heliogom@aca.com.br

Água: use-a com inteligência.

Se nosso município encontra-se na mira do IGAM – Instituto Mineiro de Gestão da Águas, na ferrenha luta pelas outorgas de poços profundos, com prazos de validade os mais variados, quase nunca atingindo os cinco anos de deferimento, temos que começar a pensar nos meandros que a legislação concede, para aprumar nova realidade ao setor de irrigação.

Matutando cá comigo a respeito de uma situação bem mais cômoda e que significasse menor custo aos usuários deste precioso bem, verifiquei que na legislação estadual em vigor a DN 06/2004 do CERH-MG (Conselho Estadual de Recursos Hídricos de Minas Gerais), que define os usos insignificantes para a circunscrição hidrográfica de nosso estado, tem nos artigos, 1º e 2º, situações de grande perspectiva para nosso empreendedor.

Art. 1º As captações e derivações de águas superficiais menores ou iguais a 1 litro/segundo serão consideradas como usos insignificantes para as Unidades de Planejamento e Gestão ou Circunscrições Hidrográficas do Estado de Minas Gerais.

Art 2º As acumulações superficiais com volume máximo de 5.000 m3 serão consideradas como usos insignificantes para as Unidades de Planejamento e Gestão ou Circunscrições Hidrográficas do Estado de Minas Gerais.

Assim a conclusão lógica é que quem capta diretamente da fonte hídrica ou faz uma derivação desta na proporção de 3.600 litros por hora e a direciona para um reservatório com capacidade de até 5 milhões de litros, fica isento da outorga pelo uso dessa água, bastando fazer um simples pedido de uso insignificante.

Vamos exemplificar a situação real dessa hipotética situação:

Para conter essa quantidade de água, um reservatório circular com 2,00 metros de lâmina d’água deve ter um raio de aproximadamente 28 metros. O tempo de enchimento desse reservatório, com a entrada de 3.600 litros/hora será de 58 dias, sem contar a evotranspiração, infiltração ou outros fatores tais como chuvas no período e etc. Poderá dessa forma ser utilizado um equipamento de bombeamento com qualquer volume para sua irrigação, não estando mais afeto a volume/hora, pois o que importa é o volume inicial da captação (dentro dos limites do uso insignificante). Usando um maior número de pontos de captação com a mesma vazão de 3.600 litros/hora para cada uma delas, iremos diminuir o tempo de enchimento dessa acumulação d’água. Se forem usadas duas captações o tempo cai para 29 dias, se 3 para 20, se 4 para 15 e assim por diante.

Para um cafeicultor com 15,00.00 hectares irrigados pelo método do gotejamento, divididos em 5 áreas de rega de 3,00.00 hectares cada uma, nessa situação descrita, irá precisar dispor de uma lâmina de 2,67 mm/h durante 3,00 h/dia por turno, totalizando 15 horas por dia durante 11 dias por mês, durante 5 meses por ano. Seu consumo por mês será de 5.610 m³. Se nesse exemplo hipotético sua necessidade for de um volume dessa ordem, basta que tenha dois pontos de captação de 3.600 l/h para suprir suas necessidades sem o uso de uma outorga.

Assim será criada uma condição especifica para cada caso, pois no exemplo acima, o reservatório tem a capacidade máxima permitida pela legislação para a isenção da outorga, o que pode superar em muito a real necessidade de um empreendedor que tenha 2 ou 5 hectares de cultura irrigada e hoje é obrigado a ter uma outorga, ou então ficar aquém de outros com maior área, basta então fazer-se outro reservatório.

Ainda podem ocorrer outras situações, até mesmo aproveitando os períodos de chuva para captação dessa precipitação abençoada, utilizando-se de calhas para captação das águas nos telhados, do próprio terreirão usado para secagem do café e de bolsões de captação ao longo das estradas internas em declive e posteriormente enviando essa água retida para o reservatório (podendo até serem simples buracos no solo, revestidos com lona plástica), assim evitar-se-á até mesmo o assoreamento dos mananciais que de outro modo iriam receber essa carga d’água. A natureza agradece e o bolso também.

Obs. Recebi e-mail do Ernani informando que plantinha que dá que nem mamona, como sendo a “Maria sem-vergonha” citada no artigo da semana passada, mas verifiquei que não é esse o nome. A Maria sem-vergonha tem as folhas lustrosas e lisas, essa que falei tem as folhas ásperas e são finas, sendo que por boa parte do dia suas flores ficam fechadas.

Semana que vem tem mais.

Helio Gomes é consultor ambientalista da Aca – Assoc. Cafeicultores de Araguari

heliogom@aca.com.br

AINDA SOBRE “A CASA DA MÃE JOANA”

Quando a reação das pessoas coincide com o que foi por nós comentado no informativo da semana passada, é porque realmente estávamos certos ao tomarmos tal iniciativa. Recebi cumprimentos na rua e através de e-mail dando conta do que foi sentido não foi um gesto solitário, mas sim compartilhado por um sem número de viventes de nossa Araguari vivenciando os mesmos fatos.

Assim encontrei lenitivo para transcrever aos leitores, sobre o que se passa numa cidade onde todos mandam um pouco e outros tantos poucos não se inteiram da real condição da civilidade urbana.

O pedestre araguarino foi realmente excluído do rol daqueles que têm direito e também deveres. Sem terem seus direitos obedecidos nas faixas exclusivas para pedestres, só recebendo a “dádiva” da passagem nos locais onde existem as faixas e um semáforo apontando verde para os mesmos. Nas demais situações onde quer que se vá, o veículo passará por cima mesmo se o pedestre insistir. Estará liquidado, vestirá o pijama de madeira.

Assim, o que ocorre? Sem lugar de passagem que o beneficie, o pedestre, passa a utilizar toda a extensão da rua como ponto de passagem, deixando de lado seus deveres (usar a faixa), pois não existindo respeito ao seu uso, qualquer local dá no mesmo. Generaliza a desordem e decompõem-se os deveres. Estamos vendo a olhos vistos uma degradação a mais contra nossos direitos.

E mais, se existir uma construção de obra civil, então a coisa fica pior, o individuo fica como se estivesse em um beco sem saída. A calçada pública está totalmente tomada por tapumes e entulhos, ou com areia e pedra britada, que também ocupa grande parte da rua. Assim o infeliz tem que amargar o risco de enfrentar a rua com as motos, bicicletas e veículos passando raspando em suas costas. Imagino que o código de obras da cidade tenha uma norma ou uma conduta para tais casos. Não se pode ocupar inteiramente o calçamento e a via pública desta maneira, deve existir um limite de espaço para que a construção possa ocupar durante sua execução. O que falta é a iniciativa punitiva dos maus exemplos, multa nessa gente que não está nem aí para o povo!

Assim se formos descrevendo as situações que ocorrem ao nosso redor, nem com um ano de coluna seriamos capazes de citar tudo. Entretanto existe um ditado que monta aos tempos do Brasil Colônia, naquele em que o imperador Dom Pedro II ainda muito jovem, não tinha maioridade suficiente para comandar os desígnios da nação, e aqueles que assumiam cargos correlatos de fato mandavam cada um a sua maneira, cada qual ao seu modo. Estando a Corte Imperial estabelecida no Rio de Janeiro, existia uma casa chefiada por uma cafetina de nome Joana, onde os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar em suas noitadas. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar no qual ninguém manda.

É o que tem acontecido por aqui, onde todos mandam ninguém acaba realmente mandando, o que se constitui num castigo para nossa população, que passa a achar que também pode mandar. Mandar no quê...? Se nem mesmo temos para quem se queixar... então direi reclamem “ao Bispo”?

O que me remete a expressão do dito popular que teve seu nascedouro no tempo do Império: VÁ SE QUEIXAR AO BISPO! Naquela época a fertilidade de uma mulher era atributo fundamental para o casamento, afinal, a ordem era povoar as novas terras. A Igreja permitia que, antes do casamento, os noivos mantivessem relações sexuais, pois era a única maneira do rapaz descobrir se a moça era fértil. E imaginem o que acontecia na maioria das vezes? O noivo fugia depois da relação para não ter que se casar. A mocinha, desolada, ia se queixar ao Bispo, que mandava homens capturar o tal espertinho.

Existem coisas capazes de gerar um sentimento de desilusão sem fim, de um desgosto real, que dói como algo arrancado da própria carne, como quando nos deparamos com um ser humano, de nossa própria raça, maltrapilho, sujo, desiludido e perdido como uma nau sem rumo na própria vida. É talvez o mesmo sentimento que bate em nosso peito ao andar por toda nossa Araguari e sentir como a cidade está maltratada, malvestida em suas calçadas tão destroçadas e cheias de buracos, quando nem existe nada, senão o mato tomando conta, e aí quando estão calçadas e vestidas, estão cheias de pregas e lombadas, feitas para só para os acessos de veículos.

Um cidadão idoso não transita por elas, só anda pela rua sofrendo os riscos de ser atropelado, ou vive caindo aos tropeços e se sujeitando a quebra dos seus ossos, agora mais ainda obrigados a andar num asfalto tipo colcha de retalhos, buracos sobre buracos, tapados por uma sucessão de cogumelos negros sobressaídos do antigo leito asfáltico. Estão as ruas cobertas de calombos, como feridas abertas com as cascas da cicatrização, mas que não encontram nunca a cura, pois falta o trato da prevenção e da manutenção corretiva.

Fiz a comparação entre o maltrapilho e a maltrapilha, para que possamos ver como ela está enegrecida, mal acabada, mal vestida, sem maquiagem e sem viço, sem beleza, é uma pena a gente ver que o cidadão está conformado, desiludido, nem tem mais forças para dar o brilho de uma demão de tinta em seus muros e fachadas.

Reagir é sair da letargia, é pedir para olharem e fazerem alguma coisa antes que Araguari pareça mais ainda uma cidade fantasma.

Já notaram que a degradação fez surgir novos espécimes da flora nas ruas de nossa cidade? Tem um matinho verde, viçoso, nascido nas gretas das sarjetas de vários locais de Araguari, ou mesmos nas calçadas desnudas e canteiros e até mesmo em rachaduras de muros, (por todo lado), que fazem florescer mimosas flores brancas com o centro amarelo, tais quais gotas brilhantes de um pranto que a cidade apronta como pedindo socorro.

É uma planta que parece não requerer trato, nasce tal qual mamona, em qualquer lugar. Já pensaram as nossas avenidas cobertas com esse manto atrevido e florido, que nem mesmo a constante limpeza dos garis consegue extinguir,e que evitará o corte da grama constante e caro?

Araguari voltaria a ter o sorriso de outrora, quando a conheci e me apaixonei.

Em tempo: já plantei o matinho florido em minha calçada – façam o mesmo, pode ser melhor que reclamar ao Bispo e ainda poderemos ter resultados surpreendentes. Tal qual aquele do efeito da vibração das asas de uma borboleta aqui e...

Semana que vem tem mais.

Helio Gomes é consultor ambientalista da Aca – Assoc. Cafeicultores de Araguari

heliogom@aca.com.br

ESTAMOS ÓRFÃOS E A MERCÊ DAS IRREGULARIDADES NO TRÂNSITO DE ARAGUARI.

Se algum motorista estiver em seu veículo transitando, por exemplo aqui no centro, pela rua Jaime Gomes no sentido Associação dos cafeicultores è Supermercado Badião já deve ter-se deparado com um cem número de situações de total desrespeito às leis de trânsito, como estas:

1 – Chegando ao cruzamento da rua Rodolfo Paixão (esquina Aracredi) irá deparar com um sinal de pare para si e outro para quem vem em sentido contrário, isto para dar preferência a quem vem subindo o Banco do Brasil. Mas de quem é a preferência quando ficamos livres para seguir em frente? Daquele que seguirá seu curso sem mudança da mão de direção, ou seja, de quem vem da Associação dos Cafeicultores, ou do que irá cruzar a esquerda entrando na rua Rodolfo Paixão no sentido praça Getulio Vargas? Pelo que vem acontecendo, nossa legislação por aqui é de quem entrar primeiro, a do mais esperto. Esquece-se que existe uma norma, uma lei para evitar justamente tais situações. Gostaria que os que assim o fazem, que o fizessem quando estiverem transitando nas rodovias de mãos duplas, assim talvez houvesse um decréscimo nestes espertinhos, entrem a esquerda para entrarem, por exemplo, numa estrada vicinal estando na mão direita, para sentirem o drama quando vier alguém em sentido contrário. É tal qual a situação na cidade.

2 – Na próxima esquina, cruzamento da Afonso Pena, o inverso acontece... É a mesmíssima coisa em todos os cruzamentos de Araguari.

3 – Situação nos semáforos, quando o sinal fica verde ninguém que está na frente anda, parece que esperam ainda o último apressado furar o sinal vermelho. Se você for o 4º da fila não conseguirá passar, só na próxima mudança.

4 – Nossas ruas são de certa forma mais espaçosas do que as de muitas cidades em Minas, podendo ter estacionamentos nos dois lados das mesmas e ainda sobrar espaço para uma linha de trafego dupla, mas ocorre justamente que os “folgados” andam no meio da pista e numa velocidade compatível daquela usada pelos que estão mostrando a cidade para parentes de fora. É de amargar.

5 - Tentem passar pelo semáforo, ao entrar no verde, pela Virgilio de Melo Franco cruzamento com Av. Teodolino (frente para o Poliesportivo), é batida na certa. Ninguém respeita.

6 – Faixa dedicada ao pedestre, é aquela linha branca intercalada com espaços negros, que está situada nos cruzamentos e no caminho do Cooper do “calçadão da banha”, é para dar prioridade ao pedestre que nela estiver, é de lei! Aqui é de morrer na hora.

7 – E por ai vai... estacionamento em fila dupla na cidade inteira e o prioritário para deficientes e carros forte é brincadeira, todos estacionam, motos ultrapassando pela direita, bicicletas vindo pela contramão, motoristas alcoolizados, cintos de segurança – quem usa? Nem mesmo quem deveria dar exemplo usa. Falar ao celular dirigindo é norma, etc... Deixo o “etc” para que pensem nas situações inusitadas de desrespeito às leis de transito por que já passaram. Notem e anotem, depois fazer o que? Só se reclamar ao Bispo, pois não existe como fazer de outro modo.

Pelo atual Código de Trânsito Brasileiro, vigorando desde 1998, a chamada “municipalização do trânsito”, que já era comum nas grandes capitais, passou a ocorrer também nas cidades do interior do Brasil. Todos os Municípios deveriam assumir a administração e fiscalização nas ruas, mas infelizmente 11 anos depois o número de cidades que não possuem órgãos executivos de trânsito é assustador. Das 853 cidades de Minas, apenas 39 têm o trânsito municipalizado, ou seja, apenas 4,60% delas assumiram tal responsabilidade.

E onde não existe municipalização é responsabilidade da Polícia Militar fazer sua fiscalização, o que leva ao seguinte questionamento:

Em Araguari qual é a verdadeira função da Policia Militar dedicada ao trânsito, basta ver o que acontece diuturnamente em nossas ruas. Uma enorme massa de “descarteirado(a)s” dirigindo impunemente sem habilitação e só não provocam as maiores barbáries nos cruzamentos, semáforos e faixas dedicadas a pedestres, por não serem apenas os únicos culpados por tais atos, têm a companhia dos deseducados e mau humorado(a)s motoristas “carteirado(a)s” que aqui trafegam normalmente. É uma reação em cadeia, se alguém lhe tolhe a passagem onde a preferencial é sua, seu humor fica alterado, provocando logo a frente em situações similares, pronta resposta de gestos, buzinadas ou xingamentos, sendo assim, estamos contribuindo para o caminhamento do caos generalizado. Criando o stress diário, comprometendo nossa saúde e a saúde dos que são acidentados.

Estamos órfãos, sem pai nem mãe, nem a PM faz bem seu trabalho e nem a PMA se dá ao luxo de desempenhar seu papel legal.

Trânsito também faz parte do meio ambiente, pois é nele que vivenciamos nossas horas de trabalho e lazer.

Vamos cuidar dele P.M. e a A.!

Semana que vem tem mais.

Helio Gomes é consultor ambientalista da Aca – Assoc. Cafeicultores de Araguari

heliogom@aca.com.br