quarta-feira, 16 de setembro de 2009

TOMEM CORAGEM E DEIXEM DE SEREM COMPRADORES PARA VENDEDORES DE ENERGIA ELÉTRICA!

Temos que nos ater aos exemplos que estão pipocando por esse Brasil a fora, para podermos dar partida aos projetos de magnitude no combate à poluição e à degradação ambiental, puxando assim as brasas para as sardinhas da banda de cá.

Não é que o Paraná (diga-se a COPEL – Cia. Paranaense de Energia) está liderando a iniciativa da compra dos excedentes na produção limpa da energia elétrica, gerada a partir do que antes era um problema (resíduos sólidos na criação de suínos ou a geração do lodo no tratamento dos esgotos públicos).

Pois bem, de uma suinocultura com aproximadamente 3.000 exemplares, a Granja Colombari de São Miguel do Iguaçu, está gerando 384 KWhora/dia apenas com as fezes desses suínos. E além de abastecer a propriedade com a energia ali gerada, ainda vende o excedente ao preço de R$134,44 MWhora, recebendo de R$600,00 a R$1000,00 por mês.

O que mais importa, o metano produzido no biodigestor é totalmente queimado para movimentar as turbinas do gerador e o que fica de resíduo sólido é um adubo totalmente aproveitado nas roças de milho e soja. Alem de gerar créditos de carbono, a energia vendida dá partida para uma forma de realidade nova, quebrando a idéia de que só é possível gerar energia onde existem megaprojetos de geração.

Outro exemplo é o da SANEPAR – Cia. Estadual de Água e Saneamento, que com apenas uma estação de tratamento de esgoto, com capacidade de 70.000 l/s, gera 18.000 m³ de metano por ano, e com ele, produz a energia para sustentar toda e estação. A energia excedente de 16.000 KWh/ano é vendida também a COPEL. Além de produzir 20 toneladas de matéria seca, que depois de higienizada é fornecida a comunidade rural local, para adubação.

Podemos estar diante de uma mudança radical na forma de ver o futuro, o que antes era resíduo, agora é matéria prima, o que era problema, agora é solução. Encaramos a realidade de novas facetas para as propriedades rurais, tornando-as ambientalmente sadias, economicamente viáveis, por meio dessa energia renovável.

No final todos saem lucrando, e muito. Caberá a sociedade por meio de uma enérgica cobrança aos seus representantes, para se mobilizarem na geração de projetos desse naipe, que irão tirar efetivamente o setor rural do limbo que se encontra. Meios existem, o que falta é força de vontade de colocar a mão na massa em prol de uma vida mais limpa e justa.

O dinheiro arrecadado mês a mês pelos nossos governantes, na forma de impostos e taxas é por demais volumoso, difícil até mesmo para ser gerido de forma equânime, mas ele existe, é real, está apenas a espera da apresentação de projetos honestos e dignos de serem apreciados para serem tocados. O que falta é a vontade de encarar, pois as soluções existem.

Vamos encarar gente?

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