O ser humano é o único com a capacidade de discernir entre o bem e o mau, embora todas as diretrizes que escancaram as definições sobre tais prerrogativas sejam por demais utópicas. Subtende-se nas tênues linhas que dividem a interpretação de tais fatos por serem demais estreitas, não só pela majoração dos inimagináveis valores, aceitos como normais, pelas mais diversas sociedades espalhadas pelo mundo.
Assim temos entre todas as espécies que habitam o planeta azul, uma única é capaz de atrocidades sem equivalência entre as demais aqui desenvolvidas: O HOMEM! É o único ser capaz de fazer escolhas, como o fato de agir ou reagir, destruir ou preservar, dar seqüência ou paralisar uma ação.
É tudo uma questão de escolha, uma opção por um dos lados em litígio e a continuada tomada de decisão por um deles. Falarei da destruição e da preservação, que independem de interpretações do certo ou do errado, dos lados antagônicos ou dos equivalentes, mas de uma constatação inequívoca da realidade.
Porque destruir é menos produtivo que preservar?
Pela mesma razão que o meio tendo maior diversificação de espécies, sua estabilidade é manifesta pela produtividade ambiental. Logo a manutenção da biodiversidade é a maneira segura de manter um único modelo de sustentação ambiental, preservar é muito mais aquilatador do que destruir, e é uma questão de inteligência.
A dilapidação dos bens naturais pela ação predatória do capital sobre o lucro imediato, gera situações caóticas quando a mercadoria é a natureza, mas se esqueceram de que ela é finita e esgotável. Com o passar do tempo a subtração maior que a adição inexoravelmente levará a sua extinção.
Durante séculos a espécie humana manteve severa exploração sobre a própria espécie humana, idos da escravatura, e agora a mesma manifestação de usura é aplicada mostrando um mundo de desigualdades sem par, lançando sobre a natureza uma visão segregacionista, ela de um lado e nos do outro. O desequilíbrio se manifesta de forma direta, sem rodeios, pois se considera que a natureza existe para nos servir, assim precisa ser controlada, domada.
Nessa queda de braço a degradação é a resposta que a natureza fornece em contrapartida, e cada vez mais está sendo gerado o desequilíbrio ambiental, que reflete os desajustes ambientais e suas oportunidades desiguais. As espécies que evoluíram ou deram seqüência ao fato de existirem, estão na pendência da extinção pelos desajustes sociais gerados pela ação do homem. A natureza não é a mãe que acaricia os filhos, mas sim aquela que pune pesadamente as gerações futuras daqueles que a violentaram no passado e no presente.
Se todas as espécies que sobreviveram, e se equilibraram sobre a face da Terra tiveram que elaborar planos baseados na sua subsistência, porque a humana é a única que até hoje não lançou estratégias nesse sentido?
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