quarta-feira, 16 de setembro de 2009

É PRECISO INVERTER A MÃO QUE ESTÁ NOS LEVANDO PARA A CONTRAMÃO DA HISTÓRIA. FAÇA DOS “3 RS” A PRINCIPAL RAZÃO DE SUA ECO-POLÍTICA DE VIDA.

Ao observarmos as estatísticas, por mais diversas que sejam relacionadas à disposição dos resíduos sólidos (nosso lixo residencial, comercial e industrial), deparamos com uma perplexidade alarmante, 75% das cidades brasileiras enviam seus resíduos sólidos para serem depositados em lixões a céu aberto. Tal conduta provoca os mais diversificados comprometimentos ao meio ambiente e à saúde de nossa população.

Como problemas: o mau cheiro proveniente desses depósitos, a provável contaminação dos solos e do lençol freático, o surgimento de focos de vetores transmissores de doenças, o lançamento de toneladas de gás butano na atmosfera (agredindo a camada de ozônio), além da inevitável destruição da paisagem urbana.

Como agravantes: a presença dos catadores de lixo, não incomum a presença de grande quantidade de crianças nestes locais, colocando em risco não apenas sua saúde e integridade física, mas também estando sujeitos a uma condição de marginalidade social e econômica, que não raro se confunde com o próprio conceito de lixo, situação que deve ser repudiada por todos e melhor administrada pelos nossos governantes.

Diante dos fatos é de importância fundamental que nossos governantes e a sociedade assumam atitudes concretas, no sentido de gerenciar com mais adequação a absurda quantidade e a diversidade dos resíduos que são produzidos diuturnamente nas empresas e residências. Logo, é preciso inverter a mão, colocando em prática a eco-política dos “3 Rs” (Reduzir, Reusar e Reciclar) e não entrando na contramão nesta geração desenfreada de mais resíduos a cada dia, deixando para os “outros” assumirem a responsabilidade em darem o “sumiço” naquilo que é de nossa competência. É fácil dizer “O que os olhos não vêem o coração não sente”, mas o sentimento está sendo sentido na forma do calor gerado pelo fervor suplicante de uma natureza em degradação, que mesmo de olhos fechados é percebido.

Precisamos modificar nossas atitudes, por exemplo: utilizar as duas faces do papel; usar a impressora somente no que for necessário; otimizar o tamanho do papel ao real tamanho da mensagem; usar embalagens recicláveis (papel ou papelão); adotar práticas de reciclagem e reutilização, levar sacolas para o supermercado em vez de usar embalagens novas; separar o lixo “sujo” do lixo “limpo” que impede ou dificulta a reciclagem; as cascas das frutas e dos legumes devem ser incorporadas ao solo; separar os resíduos perigosos, como as pilhas, lâmpadas, medicamentos, material de limpeza, tintura de cabelo e outros produtos químicos igualmente danosos ao meio ambiente e à saúde humana e cobrar dos governantes o local para depositá-los com segurança.

Estas simples práticas não só reduzirão o volume do lixo gerado diariamente, como também permitirão o costume da reutilização, culminando num melhor gerenciamento destes. São atitudes viáveis que devemos incorporar cada vez mais, a fim de proteger o ar, o solo e a água, trazendo como conseqüência melhores condições de saúde, qualidade de vida e vitalidade ambiental.

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