Tudo que temos conhecimento sobre nosso planeta azul é o que cientificamente nos é explicado, e só assim poderemos tentar compreender, ou conjecturar, o que realmente de fato acontece e tem acontecido com a Terra. Em 4,5 bilhões (falando assim parece pouco) ou 4.500.000.000 de anos (parece muito, não?) é a idade estimada de nosso planeta, sendo que apenas 1 bilhão de anos depois de sua formação é que a vida se fez presente sobre sua superfície, sob a forma de organismos unicelulares como as bactérias e os estromatólitos. A forma de vida mais parecida com a dos humanos, foi o Homo habilis apenas 2 bilhões de anos atrás, e o que mais se assemelhava com os humanos de hoje, o Homo sapiens há apenas 200 mil anos. Se pensarmos em percentuais é quase nada, ou seja, menos de 0,01% da existência do planeta. Para que possamos entende de forma mais intuitiva, pense na vida de um individuo, 90 anos de idade, 0,01% disso corresponde menos de um dia, ou nada.
Desde sua formação, a Terra tem passado por uns cem números de transformações, de constituições em estados líquidos, gasosos, rochosos ou tantos outros fatores de temperaturas extremas até as amenas de hoje, que seria por demais infantil e de uma soberba sem par, acreditar que seremos capazes de ter o poder de destruir o planeta numa tacada que só uma intervenção divina seria capaz.
As intervenções que o homem vem realizando em seu habitat, são por demais medíocres no sentido de atuarem apenas no seu clima, provocando mudanças que arranham a superfície do planeta, estamos atacando algumas espécimes de plantas e animais e despurificando dois de seus elementos, a água e o ar. Elementos esses essenciais a própria existência dos seres humanos, e com sorte daqui algumas centenas de anos, estaremos extinguindo a sua presença na face da Terra.
O planeta continuara existindo sem nossa presença, outras espécies surgirão em função das novas misturas de gases e a topografia terrestre deverá ser parecida com a de hoje, com temperaturas para mais ou para menos de 10 ou 20 graus, apenas sem a presença de seus próprios carrascos, os homens.
A cruzada que deve ser evocada é a de salvar a raça humana, antes de se dizer do salvamento da Terra, pois premida por nossa ganância seremos os que irão perecer, a terra continuará inexoravelmente seu caminho, independente de nossos ataques, abrigando aqueles que programaram sua subsistência em harmonia com a Mãe-Natureza.
Para que os ouvidos desentendidos não digam no futuro que nada fizeram para aumentar tal destruição, está na hora de nos posicionarmos em defesa de nossos mares, nossos rios, nossa fauna e nossos solos, produzirmos alimentos saudáveis, purificarmos nossas nascentes, enfim , viver em sintonia com a natureza, tentando restabelecer a reconstituição da dádiva recebida no passado – A VIDA.
Façam em seu dia-a-dia uma missão em prol de nossa existência, preserve e eduque aos próximos de si para que façam o mesmo, eu, penhoradamente agradeço, quiçá a humanidade.
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